A largada já custou caro pro Antonelli, quase um segundo perdido só no primeiro setor da volta 1. Ele caiu atrás do Hamilton e ficou colado por dez voltas, a uns 7 décimos, até passar na volta 11. Dali em diante a telemetria mostra que ele e o Leclerc fizeram uma prova à parte. Os dois rodavam na casa de 1:33,5 enquanto o Hamilton andava meio segundo por volta mais lento e o resto ainda mais atrás.

O Leclerc parou na volta 25 e o Antonelli esticou até a 35. Mesmo com pneu 10 voltas mais velho, perdia só 3 décimos por volta pra Ferrari de pneu novo. Gestão de pneu de gente grande. Quando parou, voltou 7s atrás e respondeu na hora, 1:31,7 na volta 37, a volta mais rápida da corrida e mais de 1s melhor que a melhor do Leclerc. Tirou 3s em duas voltas. Na projeção de ritmo, alcançava o líder faltando umas 8 voltas pro fim.

Estava a menos de 4s quando a proteção da roda dianteira esquerda soltou e o carro perdeu o equilíbrio aerodinâmico. Foram duas paradas em três voltas, a primeira de 41s, tempo de reparo e não de estratégia. Fim de corrida pra ele, que ainda levou 5s de punição por limites de pista e terminou em 16º. No mesmo dia em que fez a volta mais rápida da sprint, da classificação e da corrida.
Atrás, o Hamilton tinha o P2 encaminhado e perdeu duas vezes. Primeiro num pit lento na volta 23, 34,8s parado contra 28,6 do Russell na mesma volta, uns 6s jogados fora. Depois no capítulo bizarro do final. O Verstappen abandonou na volta 46 e o Safety Car entrou. O painel das equipes mostrou que ele voltaria pros boxes naquela volta, e era um erro de software da FIA. O Hamilton foi pro box colocar o macio apostando na relargada. Pela regra o SC tinha que ficar mais uma volta, a corrida acabou atrás dele, e o P2 ficou com o Russell por 0,345.
O Leclerc venceu sem ter sido o mais rápido da pista em nenhum momento do fim de semana. E o campeonato segue com o Antonelli na frente, agora com um carro que mostrou ser o mais rápido e a segunda quebra do ano na conta.